É
que muitos professores são forçados a meter baixa, às vezes um dia, dois ou
três (ficando sem receber o salário desses dias) porque precisam de ficar em
casa a realizar trabalhos que a rotina normal nas escolas não lhes dá condições
de realizar.
Para
além de darem as aulas… ainda têm de trabalhar pelas noites e madrugadas dentro
(com pastas e pastas de planos de aula, planos de recuperação de alunos,
registos regulares da evolução dos alunos, informações para encarregados de
educação, planos de articulação horizontal e vertical de conteúdos com as
diversas disciplinas e com outros anos de escolaridade, elaboração de materiais
pedagógicos adequados às turmas, grelhas e mais grelhas, fichas de trabalho,
testes de diagnóstico e testes de avaliação, elaboração e correção de fichas de
leitura, exercícios de expressão escrita, relatórios de tutorias, relatórios de
autoavaliação do desempenho docente, leitura e análise de legislação e
documentos orientadores das disciplinas lecionadas e da escola com as metas a
atingir, leitura e análise do Projeto Educativo da escola, do Projeto
Curricular de Agrupamento, do Regulamento Interno, do Estatuto do Aluno,
elaboração de relatórios de todas as atividades (seja das aulas de apoio
pedagógico, seja dos projetos, dos clubes, da direção de turma), definição de
medidas universais seletivas ou adicionais , elaboração de RTP’s (Relatórios
Técnico-Pedagógicos), elaboração, atualização e avaliação do Projeto de Turma,
Planos de Recuperação de Aprendizagens, implementação de projeto de promoção e
educação para a saúde e educação sexual, preparação de reuniões e redação das
respetivas atas de Conselhos de turma, conselho de diretores de turma, de
projetos, de clubes, do conselho pedagógico, de encarregados de educação, de departamento,
de avaliação de desempenho docente… e a tudo isto ainda se juntam as
necessidades de formação e atualização científica, pedagógica e tecnológica a
que os professores estão permanentemente obrigados.
E
o tempo não é elástico. Conheço bem a rotina dos professores e sei que muitos
têm de meter baixa, completamente arrasados, para, no sossego das suas casas,
poderem responder a este (maquiavélico e infernal) rol de responsabilidades.




