Poucos o saberão, mas nas veias deste Homem, o meu grande
amigo de há décadas José António Castelo Branco, corre o mesmo sangue de Camilo
Castelo Branco, de quem é trineto. Vive em Vila Real.
Bastaria comparar as fisionomias para chegar facilmente a
essa conclusão.
É um ator e declamador de grandes méritos, que teima, há
anos, numa missão ousada e pouco reconhecida, divulgar nas ruas, em feiras do
livro, em bibliotecas, a figura do grande romancista.
E que diz sobre isto o Ministério da Cultura? Alguém da
Cultura já se preocupou em saber quem é este Homem e o que faz e em que condições?
Na imagem da direita, registada pela RTP em 1988, eu próprio
(porque estava lá) o ouvi a enfrentar Mário Soares, numa visita à UTAD,
assumindo a figura de Camilo, e a exclamar:
«Querem homenagear-me, ilustríssimos académicos? Pois bem,
estudem-me! Estudem-me nas escolas!»
E, paradoxalmente, hoje, quando se celebra o seu bicentenário, a obra de Camilo continua quase ignorada nas escolas!